Data : 07/06/2016

Dados sujeitos a alteração sem aviso prévio.

O conteúdo deste material on-line não expressa, necessariamente, a nossa opinião.

Reportar erro

Retiro Vicente de Paulo – RVP (3ª parte)

1

A placa com o texto do ideário do RVP

2

A pracinha Fernando e Isabel, ao lado da Casa Central.

Desde a sua inauguração, aos 25 de abril de 1981, até o presente momento (2016), ou seja, num espaço de três décadas e meia, o RVP foi se tornando um pedaço do paraíso, frase colocada na parede do muro que separa a cozinha da praça de entrada. Houve muitos melhoramentos, tanto do ponto de vista da acomodação dos hóspedes quanto da harmonização do conjunto.

Lemos, no atual Vademecum: “Toda a obra do Retiro tem como tema central a espiritualidade da misericórdia, ou seja, a compaixão evangélica entendida como o coração da Boa Nova de Jesus, sendo, ao mesmo tempo, uma dimensão essencial da Igreja, serva da Palavra e presença visível de Cristo no mundo. Da mesma forma, o RVP deseja oferecer um ambiente de paz, silêncio, interiorização, convivência com a Natureza, partindo da convicção de que, em toda a sua Criação, Deus se manifesta e
se faz conhecer na intimidade de seu Ser. Queremos salvaguardar essa característica do nosso Centro e, por isso, não abrimos a Casa para atividades que não coadunam com a finalidade explicitada”.

3

O pátio interior do Pavilhão Mater Misericordiae.

4

O RVP rosa em botão – a singeleza de uma beleza escondida!

Interessante ler essas palavras à luz da Mensagem de Bento XVI, por ocasião do Dia Mundial da Paz (1-1-2010): “Não se deve — afirma o Papa — esquecer o fato, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados, quando entram em contato direto com a beleza e a harmonia da Natureza. Existe aqui uma espécie de reciprocidade: quando cuidamos da Criação, constatamos que Deus, através da Criação, cuida de nós. Por outro lado, uma visão correta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a Natureza ou de considerá-la mais importante do que a pessoa… A Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da ‘gramática’ que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação… (n.13).
Em outra seção deste site desenvolvemos amplamente a importância da ecologia para a vida no planeta, a preservação da natureza e o profundo respeito pela sua riquíssima biodiversidade.

O RVP é fruto de um longo e perseverante trabalho, realizado com idealismo e dedicação. No fundo, procura ser a “materialização” do carisma da Congregação dos Fráteres: testemunhar a misericórdia na vivência da fraternidade.

5

Também os bichos fazem parte da família RVP.

O conjunto desse Centro Holístico de Espiritualidade resultou das contribuições de muitas pessoas que acreditaram nessa iniciativa e deram o melhor de si para realizá-la. Os desafios não são poucos. Temos a delicada questão de equilibrar as finanças, a inconstância quanto à hospedagem, a luta para não perdermos nossa, etc. Mas o que mais preocupa é a própria vizinhança do Retiro, especialmente em fins de semana e feriados. Referimo-nos, especificamente, à poluição sonora. Na realidade, temos aí o reflexo de todo um estilo de vida que se opõe diametralmente ao ideal que queremos cultivar através em nosso Centro. Aliás, o problema não é só nosso, mas afeta boa parte da sociedade brasileira, com maior incidência nos grandes aglomerados urbanos.

6

Geraldo Sotero o factótum, verdadeiro esteio do RVP

Afirmamos, há pouco, que foram pessoas concretas que ‘construíram’ o RVP. Alguns nomes já foram mencionados. Mas não posso deixar no olvido a figura de Geraldo Sotero do Nascimento (1965) que — após a morte de Ivo Afonso (1999) — assumiu, com exemplar dedicação e reconhecida competência, a gerência da casa.
Igualmente, devemos citar o nome da senhora Maria Petrina Timburibá Machado de Oliveira (1947), durante longos anos a zelosa colaboradora na administração e, além disso, a responsável pela valiosa biblioteca do Centro, especializada nas áreas de Espiritualidade e História do Cristianismo.

7

Maria Petrina e Sotero duas presenças que se completam.

8

No meio Cássia,amiga de todas as horas.

Por fim, queremos mencionar o anjo de guarda do RVP, a senhora Rita de Cássia C. Rabelo Penido (1957), mulher de fibra, exemplarmente engajada na área social do município de Igarapé. Com fina sensibilidade feminina, defende os mais vulneráveis da sociedade local e assume, corajosamente, a defesa de questões que envolvem justiça social e meio-ambiente. Nossa Casa muito lhe deve, especialmente no encaminhamento de uma solução para a grave poluição ambiental. A respeita de Cássia, podemos citar o dito de Caio Júlio Fedro, fabulista latino (10aC-54dC): “Vulgare amici nomen, sed rara est fides — A palavra ‘amigo’ é muito comum, mas a verdadeira amizade coisa rara!”

Seria uma injustificável omissão não mencionar, nesse mesmo contexto de proteção ambiental, o Deputado Durval Ângelo Andrade (1958) que, em tempos idos, foi aluno do frater Henrique na PUCMinas. Junto com seu incansável advogado, Dr. William dos Santos, muito nos ajudou no combate à insuportável poluição sonora em torno do RVP. O fato de ter sido, sucessivas vezes, reeleito para o cargo de Deputado Estadual mostra a seriedade e a eficácia da atuação pública de Durval, particularmente na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

9

Cássia e Padre Amarildo na inauguração do ermitério Carit

Desde o início do RVP, houve — por parte da Congregação — o cuidado de marcar presença efetiva junto a Comunidades Eclesiais que estavam surgindo nos bairros da redondeza. É interessante recordar a correspondência de 23-11-1980, ao então Bispo da Diocese de Divinópolis, à qual pertence a paróquia de Igarapé: “…poderíamos prestar serviços pastorais numa comunidade rural da vizinhança e, assim, tornar nossa presença mais eficiente do ponto de vista eclesial. Não seria apenas um ‘tomar conta’, mas uma ação pastoral que beneficiaria, sobretudo, a população mais pobre daquela região…”. Em carta manuscrita, de 15-12-1980, Dom José Costa Campos (1918-1997) reagiu: “…Hoje, posso dar-lhe uma resposta a respeito de sua generosa oferta para colaborar conosco na pastoral. Falei com Padre Gil [hoje, 2016, Dom Gil Antônio Moreira (1950), arcebispo de Juiz de Fora, MG]. Ele aceitou, feliz, e sugere que a comunidade seja a de Nossa Senhora da Paz (Farofa)… Seja bem-vindo junto a nós…”

10

Padre Amarildo pároco de São Joaquim de Bicas com frater Henrique

Continua…

Para ampliar as fotos clique sobre elas.

1920 18 17 16 15 14 13 12 11