Data : 02/12/2015

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REVENSO Pastoral da Juventude [2ª parte]

digitalizar0022O REVENSO cultivou uma forte identidade, com adoção de hino e símbolos próprios. Entre tais símbolos, destaca-se o “emblema original”, composto de três elementos: a mão aberta e estendida, significando o ‘sair de si’, condição fundamental para ‘encontrar-se’ com o outro; a pomba, referência à paz e felicidade, frutos de um penoso processo de libertação interior; o cristograma, formado pelo entrelaçamento das letras gregas ‘Χ’ (‘chi’) e ‘P’ (‘rho’), indicando que a plena realização do ser humano tornou-se radiante realidade a partir de Cristo, morto e ressuscitado. Outro elemento identificador é a figura da digitalizar0021Fênix, ave mitológica renascida das próprias cinzas. São Paulo, em sua Carta aos cristãos de Roma, deu a interpretação desta passagem morte-vida: “Ignorais que nós todos, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? Com efeito, pelo batismo, fomos sepultados com ele em sua morte, a fim de que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós levemos uma vida nova” (Rm 6,3-4).

A letra do “Hino do REVENSO” é do então Irmão Bento Gomes (composto em 20-8-1975), monge beneditino do Mosteiro de Santa Maria de Serra Clara, em Itajubá, MG. Houve duas versões oficiais digitalizar0020quanto à música, uma do Padre José Weber, SVD, e outra da Irmã Míria Kolling, ICM. Mas, na realidade, o que se cantou efetivamente, foi a melodia inventada pelo então jovem Júlio César Faria Machado, um dos primeiros líderes do REVENSO.

No dia 27 de maio de 1976, saíram os Estatutos Definitivos que vigorariam até a suspensão do movimento, em 1984. É um documento importante para se conhecer o espírito do REVENSO e seu projeto operacional. No item sobre “os objetivos”, é dito que “o REVENSO procura levar o jovem a uma autêntica renovação humana e cristã e a um compromisso social. Partindo da realidade do próprio jovem, pretende-se: “a) apresentar-lhe subsídios para que se autoquestione, sem dar respostas prontas (‘processo de conscientização’); b) fomentar-lhe o espírito crítico, isto é, ter olhos capazes de ver a realidade, tal como ela é, para além da propaganda (o mundo técnico-científico, com sua digitalizar0016poderosa influência sobre o homem de hoje), com especial atenção para a situação de subdesenvolvimento, opressão, dependência e marginalização, em que se encontra boa parte da população do nosso Continente; c) julgar essa mesma realidade (não generalizada e abstrata, mas exatamente aquela do próprio ambiente onde o jovem vive e atua), com os olhos de uma religiosidade não ingênua e intimista, mas libertadora e comprometida, abrindo, assim, pistas para um agir concreto, à luz de valores genuinamente humanos e, por isso, evangélicos”.

Desde meados de 1974, formou-se uma “Equipe Central de Coordenação do REVENSO” (ECCR). A primeira equipe teve uma atuação decisiva para o futuro encaminhamento do grupo. Os nomes de seus integrantes merecem ser citados aqui: Ana Maria de Castro, cognominada “Suca”; Gil Martins de Oliveira (1941), que ficaria até o fim na liderança do REVENSO; Júlio César Faria Machado (1957), a presença jovem madigitalizar0015is marcante no Movimento naqueles anos iniciais; Rubens Frazão (1926-2007), o ponto de equilíbrio e o permanente dinamizador do grupo. Mais tarde, ainda duas outras pessoas deixariam marcas indeléveis no desenvolvimento do REVENSO: o jovem Vítor Márcio Ribeiro (1957) e o senhor Rui Barbosa da Costa (1926-2014), homem com invejável capacidade de liderança, contagiante entusiasmo e apurada sensibilidade social e política. Na contabilidade do Movimento, tivemos, durante muitos anos, a ajuda qualificada de Nelson Botaro da Silveira (1957), que, mais tarde, assumiria função semelhante no Colégio Padre Eustáquio. Entre os promotores do REVENSO, nos primeiros anos de sua existência, há muitos outros nomes a serem recordados. O espaço à disposição não permidigitalizar0012te fazê-lo aqui. Se um dia, alguém tomar a iniciativa de escrever a história do REVENSO, essas pessoas serão conhecidas, cada uma com a contribuição específica que pôde oferecer. Frater Henrique exerceu — durante todo o tempo da duração do Movimento — a função de assistente eclesiástico, como se dizia na época. Ao mesmo tempo, era o elo de união entre o REVENSO e a Congregação dos Fráteres.


Além da ECCR, havia as EQUISER’s, as “Equipes de Serviço”. Abrangiam, principalmente, três setores: o secretariado, onde trabalhavam, com muita dedicação, Élder Luiz Silva (1957), na época seminarista da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, e Paulo Renato Becattini Pereira (1959); as relações públicas, onde digitalizar0010fulgurava a pessoa do ativíssimo Gerson Soares Xavier (1954); e, finalmente, o Jornal do Revenso, equipe que muito deve à entusiasta direção de Marcelo Minelli Figueira (1956) e, sobretudo, a Sérgio Henrique Becattini Pereira (1948), irmão mais velho de Paulo Renato. Citando nomes, inevitavelmente cometemos omissões. Pedimos, de antemão, desculpas por essa involuntária falha.digitalizar0008

Guardamos, no arquivo, a coleção completa dos Jornais do Revenso, num total de 47 exemplares, desde o primeiro número, de outubro de 1975, até o último, de março-abril de 1981, quando se encerrou este serviço. Trata-se de uma coletânea valiosa para conhecermos o  espírito da juventude católica, na década de 70 e no início de 80. Material de sobra para futuros pesquisadores. No último fascículo desse periódico revensista, foi reproduzido um poema de Ociléia L.S. sobre “Juventude” que, significativamente, termina assim:


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“… Juventude, 
palavra amiga
que desperta na alma

a vontade
de ser mais gente,
de ser mais feliz…”.

 

No dia 31 de outubro de 1976, o então arcebispo de Belo Horizonte, Dom João Resende Costa, SDB (1910-2007),inaugurou oficialmente as novas instalações do REVENSO, à Rua Anchieta, 636, no Bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte. Presidiu, naquele dia, a primeira Missa na bela capela da nova sede, espaço hoje incorporado à Casa dos Frateres.

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Continua…